sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Correndo em Toronto

Várias pessoas vieram me dizer que ficaram esperando posts canadense, a modelo do que fiz quando fui para os EUA no ano passado. Mas essa viagem foi tão, mas tão corrida, que eu mal consegui ligar para minha família e subir fotos na internet - muitas eu só terminei de publicar aqui. - Só agora é que estou conseguindo colocar as coisas em dia, pois como se já não bastasse a viagem corrida, eu voltei para uma vida corrida.

Depois de quase um mês sem atualizações, coloco aqui algumas das minhas impressões sobre Toronto, em especial as características que mais me surpreenderam e as que eu adoraria que existissem aqui.

  • Trânsito / Transporte Público
É claro que a cidade além de plana é ridiculamente menor que São Paulo, mas eu adoraria que as pessoas dirigissem de forma mais consciente do todo e que o transporte público fosse mais eficiente.

  • Horário para beber
Eu sei que um monte de gente vai discordar de mim, mas eu adorei o fato de as baladas começarem cedo, já que só se pode vender bebida até as 2h am. Ficar vendo Globo Repórter para esperar a hora de sair é decadência total e como já nasci velha, adoro estar na minha cama às 3h para poder descansar e não perder metade do dia seguinte dormindo.

  • Paciência
Durante dez dias ouvi duas buzinas, uma freada brusca e nenhum acidente. Coisa que vejo em quantidade muito maior em apenas meia hora nas ruas de São Paulo. Isso entra um pouco no primeiro item, mas acho que se deve mais ao fato das pessoas serem mais pacientes. Ninguém reclama se alguém tenta fazer uma conversão estranha ou se demora um pouco mais para sair no sinal.


Prometo que em breve faço um post ao contrário, com as coisas daqui que acho que os canadenses fariam bem em aprender!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Quem. Quem? Quem!

Agora é oficial... já estou na nova redação.
Friozinha na barriga pra contar que vou passar os próximos 10 dias fora...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Radical!

Cheguei ao salão com a intenção de transformar meu visual.
Pedi um corte curto e com pontas desiguais.
Terminei com um chanel certinho, parecendo uma apresentadora de telejornal.
Veremos o que acontece quando deixar ele cacheado...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Vivendo na fronteira das classes sociais


Você sabe que está vivendo na fronteira entre diferentes classes sociais quando ao sair de um barzinho hypado* o motorista do serviço de vallet elogia seu carro e diz que tem um modelo igual, "mas não tão conservado".
Alguém já tinha me dito que vida de jornalista é assim, transitando em diferentes universos; você pode até ter acesso à coisas legais, mas na hora do vamos ver é com a massa que a gente vai!

* ok, talvez não fosse hypado, mas tinha um ambiente bem agradável - traduzindo: era caro! Pelo menos para o meu padrão atual!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Agosto tenso

Esse mês de agosto está sendo de apreensão e ansiedade.
Primeiro porque está acabando mais um rodízio dentro da editora e até o fim do mês saberei qual será a próxima redação em que irei estagiar.

Segundo porque estou em contagem regressiva para a minha próxima viagem!


Como ainda não falei nada a respeito por aqui, vamos explicar:

Em setembro acontece o Brazilian Film Festival of Toronto (BRAFFT), no qual vou trabalhar como voluntária. Também vou aproveitar para conferir os primeiros dias do TIFF - Toronto International Film Festival.
Tudo muito lindo, mas faltam apenas VINTE dias para embarcar e eu ainda não tenho visto!
Aaaaaahhhh... ainda bem que o consulado canadense é super rápido, e é provável que eu não tenha nenhum problema em relação a isso!
É só que à essa altura antes de ir para Nova York toda a documentação estava mais do que pronta e eu já estava começando alguns preparativos para as malas! Mas há muitas outras diferenças entre as viagens:

- estudo x trabalho
- um ano de planejamento x viagem decidida em dois dias
- dinheiro x dependência dos pais
- férias x 10 dias sem receber
- diversão x experiência profissional

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Batata!

A festinha de aniversário na redação fez com que eu saísse em cima da hora para a consulta médica.

Sem problemas... estou de carro... esse horário ainda não tem trânsito...

Esses eram meus pensamentos quando parei no semáforo logo atrás de um carro (não reparei no modelo) que carregava vários caixotes de batata doce na caçamba.

Antes do farol abrir ainda tive tempo de pensar como faz tempo que não como batata doce frita em rodelinhas do jeito que eu adoro. Enquanto ainda engatava a marcha, o motorista arrancou com tudo, derrubando duas caixas quase em cima do meu capô. Como tinha parado com alguma distância, as caixas se espatifaram no asfalto, espalhando os tubérculos de cor roxa em todo o meu caminho.

Além de ficar praticamente encurralada pelo ônibus que vinha atrás - o que me atrasou ainda mais - tive que ver a cena patética de dois homens correndo para pegar a mercadoria antes que ela virasse purê debaixo das rodas dos veículos!

Mas até que me deu dózinha... se eu tivesse ajudado será que eles me davam algumas?

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Hoje eu não devia ter saído da cama

E meu corpo parecia já saber disso... vamos relacionar os fatos:
  • Acordei com uma preguicinha e quando olhei o relógio me dei conta de que já devia estar no ônibus a caminho da editora;
  • Tomei o banho mais corrido da história e saí com o cabelho molhado e vestindo a primeira roupa que achei;
  • Decidi sair de carro para não me atrasar tanto e enquanto dirigia engoli a pêra que representava o meu café da manhã;
  • Quando estava quase chegando no Jaguaré caí num engarrafamento absurdo e só depois de meia hora consegui ver que a avenida estava interditada por causa de um acidente com um carro forte que resultou na queda de um poste;
  • Tive que parar o carro lá nos confins do estacionamento que já estava lotado, consequência do galpão interditado devido a chuva de granizo desta semana que quebrou várias janelas;
  • Ao entrar no prédio, percebi que o estrago causado pelo carro forte ia além do que eu havia imaginado, estávamos sem luz, ou seja, nada de elevador;
  • Agora são 14:30, ainda estamos sem luz - os computadores funcionam graças ao gerador - e a única coisa que poderia me animar era o escondidinho que seria servido no restaurante, mas o cardápio teve que ser alterado por causa da falta de energia.

Não disse que eu deveria ter ficado em casa?