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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

É só comigo?

O universo me escolheu ou mais alguém presencia cenas bizarras no transporte público paulistano?!?

Porque não pode ser normal ver uma briga entre garotas da favela levando para casa um menino que fugiu dos pais, um velho louco que acreditava ser policial e um estudante de direito que pensava estar fazendo justiça!

Isso tudo depois das 23h30!!!
Tudo que eu queria era ir pra casa quietinha, mas o motorista e o cobrador estavam apreciando demais o espetáculo para mandar todo mundo descer para resolver a vida com os fiscais do terminal.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Medicina pra quê???

Ônibus lotado, sem espaço para nem mais uma molécula, uma senhora resolve entrar para pedir ajuda a seu "bebê" Cauã de 4 anos que nasceu sem um rim. Remédio o posto de saúde dá, mas pro leite ela não tem dinheiro.... e blábláblá. A ladainha se repete.
Os passageiros reagem de diferentes formas: alguns simplesmente ignoram, outros se irritam, poucos dão algum dinheiro. Hoje pude presenciar uma reação, digamos... um pouco exaltada.
Uma mulher começou a dizer que não existe maldição sem motivo e que não adiantava nada pedir esmola. Segundo ela a criança já estava salva, era só sua mãe abraçar Jesus que tudo se resolveria.
Cética, a mulher disse que nenhum padre ou pastor a havia ajudado. Mas ninguém tem o poder de ajudar, continuou a outra, só Jesus salva (não sei porquê me lembrei de algumas piadas nesse momento).
A pedinte continuava cética, então ela começou a dar exemplos de todas as doenças que podiam ser curadas: lepra, aids, câncer e que até mesmo ressucitação era possível.

Gente... Fechem todas as faculdades de medicina e mandem os médicos procurarem alguma coisa mais útil para fazer. Um cara sozinho dá conta do serviço que nem todos os médicos juntos conseguem resolver!

Sem querer ofender a fé de ninguém... mas isso é muito difícil de engolir!!!

domingo, 30 de novembro de 2008

Ruídos na Comunicação (do letreiro do ônibus)

No ponto de ônibus onde pego o Terminal Lapa passa também o Barra Funda, que mostra também no letreiro Terminal Lapa, já que ele faz uma parada lá antes de seguir seu itinerário.
Já aconteceu de entrar em um pensando ser o outro, tudo bem, o destino é o mesmo, mas o caminho até lá não, e poucos quilômetros de congestionamento pela manhã podem fazer a diferença quando você já está atrasado.
Semana passada, já estava dentro do ônibus (que eu pensava ser o Term. Lapa) quando o motorista passou direto pelo acesso da Marginal e seguiu para a outra ponte. Na hora pensei: "Droga! Peguei o ônibus errado, mas paciência!"
Alguns metros depois o cobrador grita: "Esse não é o Barra Funda, não! É o Terminal Lapa!"
Reação de todos os passageiros do ônibus: "Ufa! Pensei que tinha pegado o ônibus errado!"
Logo o motorista fez um retorno (meio desastrado, mas se eu for contar já será outra pérola), mas será que ninguém ia falar nada e se conformar como eu?
Parece que o letreiro desses ônibus já confundiu mais gente.... os ruídos na comunicação estão presentes em todos os lugares!

Terminal Lapa



quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Dízimo

Ontem no ônibus duas meninas vestidas com uniformes que pareciam ser de recpcionistas discutiam sobre rendimento bruto e líquido. Só depois de um tempo é que fui entender que a discussão era sobre o pagamento do dízimo: ele deve ser feito com base no rendimento bruto ou líquido?
A que considerava a porcentagem em cima do rendimento líquido dizia que fazia isso por não ver todo o dinheiro do bruto, e que Deus sabia que quando ela sacasse o FGTS ela cumpriria com o seu dever.
Eu até entendo que uma congregação pequenininha dependa da ajuda financeira dos fiéis para continuar existindo. Mas o jeito como a maioria dos pastores arranca dinheiro dos fiéis não me irrita tanto quanto as pessoas que se deixam enganar por eles.
Se alguém discorda, ou realmente acredita na importância do dízimo, por favor me expliquem como pode isso existir em pleno século XXI.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Como pegar ônibus* em 11 lições

* Com algumas adaptações, alguns itens podem ser aplicados aos passageiros do trem e do metrô.
  1. Enquanto gasta no mínimo cinco minutos no ponto do ônibus, agilize a sua vida e as das pessoas que embarcam depois de você: separe seu cartão e/ou dinheiro trocado. O ônibus não precisa ficar parado quando as pessoas não conseguem embarcar porque a donzela não acha a carteira dentro da bolsa;
  2. As mães devem controlar, domar, adestrar os seus rebentos antes de pensar em pegar ônibus com os birrentos. Ninguém precisa ouvir os berros de uma criança remelenta (não os bebês, esses choram mesmo e não tem jeito) logo as 7h00 da manhã;
  3. Queridos estudantes: a mochila pode ficar no chão durante o trajeto. Além de ocupar o espaço de uma pessoa, elas comprometem a circulação e acertam a cabeça de quem está sentado;
  4. Velhinhos simpáticos: marquem suas consultas médicas a partir das dez da manhã. Dessa forma vocês não sofrem no ônibus lotado e as grávidas não precisam ficar de pé porque todos os assentos preferenciais já foram ocupados;
  5. Tiazinhas que já passaram dos quarenta: após essa vida de pobreza vocês já devem ter aprendido a andar de ônibus. Larguem mão de ser folgadas e parem de empurrar os outros que vão descer no mesmo ponto que você;
  6. Donzelas de salto alto e já desesperadas para sentar precisam entender uma regrinha básica da física: dois corpos não ocupam o mesmo espaço. Se você quer sentar, espere eu me levantar, não adianta jogar a bolsa e a busanfa na minha cara que eu não vou descer do ônibus mais rápido por isso;
  7. Madrugadores de plantão e sonolentos em geral: dormir não é um problema (eu também tiro meus cochilos - e até sonho), mas não despenquem suas cabeças no ombro de seu companheiro de ônibus. Dormir no ombro de alguém só se for pai, mãe ou namorado;
  8. Aspirantes a dançarinas de pole dance: não adianta se agarrar no cano em frente à porta. Além de impedir que os outros desembarquem, isso não fará com que vocês cheguem mais rápido aos seus destinos;
  9. Barraqueiras (os) de plantão: ninguém merece acompanhar briga e ouvir desavenças logo de manhã. Traga de casa a sua educação, todos estão na mesma situação dentro do ônibus lotado;
  10. Se você não quer passar pelo aperto do corredor para descer, não dê uma de esperto pra cima do cobrador tentando passar dois pontos antes do seu só para descer pela frente. Os caras passam o dia iteiro no ônibus e conhecem todos os artifícios dos passageiros, como falar que não tem troco só pra não pagar a passagem - eles sabem quando é verdade;
  11. Por último, mas não menos importante: se você precisar avisar ao cobrador ou ao motorista que você vai descer naquele ponto, mas não conseguiu chegar na porta ainda, não grite Vai descer! com voz de gralha.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Quem me conhece levanta a mão!

imagem encontrada repetidas vezes no google, não consegui localizar onde foi publicada originalmente

Que eu ando bastante de ônibus já é um fato conhecido. Eu já conhecia bastate gente que pegava a mesma linha que eu (a uns dois anos chegamos a fazer amigo secreto no ônibus perto do natal). Mas agora que estou pegando outra linha de ônibus, achei que não iria mais encontrar tantos conhecidos. Qual não foi a minha surpresa ontem ao perceber que conhecia mais gente na linha nova do que conhecia na anterior. Primeiro encontrei uma colega de faculdade; depois escuto uma menina falando de mim e era a minha vizinha, e ainda encontrei uma colega do outro ônibus que resolveu mudar de itinerário. De repente eu estava fazendo um monte de apresentações e tentando lidar com três conversas paralelas. Eu já estava quase virando pra trás e perguntando "quem mais me conhece aqui levanta a mão", mas se eu fizesse isso teria uma visão parecida com a da foto!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Não é carga viva, não!

Eu digo que utilizar transporte público em horários de pico é um exercício antropológico...
07:30 da manhã; ônibus lotado; motorista bração.
Discussões entre passageiros já pipocavam: "você não vai passar na minha frente"; "eu vou descer no próximo ponto"; e outras já conhecidas do repertório.
As agressões ao cobrador e ao motorista até que demoraram, mas vieram: "não é carroça, não"; "sua mãe não tá aqui atrás"; etc. E então veio uma até óbvia, mas que eu ainda não conhecia: "não é carga viva, não!"
Não foi nenhuma peça super original, mas serviu para trazar um sorriso ao meu já mal humorado rosto. Claro que isso só aconteceu por que eu estava confortavelmente sentada, lendo meu livrinho. Se estivesse de pé, talvez fosse minha uma das vozes que reclamava do motorista.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Bizarrices da linha 877T - Paraíso

Acho que as pessoas já nem acreditam mais em mim quando conto as minhas aventuras no ônibus! Entre desmaios, intervenções do exército e muitas brigas sempre dou muita risada, ou fico muito irritada. Ontem experimentei uma nova sensação: fiquei muito enjoada!
Estávamos minha mãe e eu à caminho do metrô - nosso destino eram as compras na rua José Paulino - quando uma senhora, mais que bizarramente vestida, penteada e maquiada entrou com um monte de sacolas. Ela pagou a passagem e foi para o fundo do ônibus. Minha mãe, gripada, cochilava e acordou com algo que já estava me deixando descontrolada: um cheiro azedo muuuuuuito forte. Quando demos sinal para a parada do ônibus e nos dirigimos em direção à porta do fundo compreendemos de onde vinha aquele odor: a tal senhora estavacomendo com as mãos um macarrão pra lá de estragado!
Todos no ônibus estavam de cara feia e eu pensei comigo: "Se ela tem dinheito pra pagar a passagem ela tem dinheiro pra comprar uma comidinha barata! Antes a comida que o transporte!"
Mas acho que o problema dela devia ser outro mesmo!